Federação

24/08/2008 09:05:36

Artilheiro diz que a arbitragem de MT melhorou na teoria e na prática e não precisa mais importar. Confira.

COLUNA DO ARTILHEIRO

ARBITRAGEM MATO-GROSSENSE MELHORA NA TEORIA E NA PRÁTICA

            Durante o campeonato Estadual fiz uma matéria sobre a arbitragem de Mato Grosso enaltecendo o desempenho da mesma. Eis que durante a Copa Governador tivemos poucos jogos em que ela deixou dúvidas, mas em média teve um comportamento muito bom. Paralela a esta competição também tivemos nossos árbitros atuando no Campeonato Brasileiro nas séries “C” e “B” sem nenhum comprometimento em seus trabalhos, ao contrário, dignificando as suas indicações e deixando em aberto novas convocações. Durante a Copa Governador procurei conversar com vários atletas sobre esse tema (arbitragem) e comprovei a aceitação por parte dos mesmos de maneira bastante satisfatória. É lógico que quando você pergunta a um atleta sobre a arbitragem de um jogo em que ele perdeu e ainda vivendo o calor da disputa quase sempre ouve alguns senões em lances que geraram dúvidas. Mesmo nessas condições fiquei surpreso com a avaliação dos atletas. E aproveito para fazer aqui uma revelação do que ficou constatado nessas conversas. O melhor árbitro do nosso futebol, na visão dos atletas, é Alinor da Silva Paixão. E justamente ele que no início foi olhado com certa desconfiança por aqueles que acompanham as arbitragens no nosso futebol. Entre as principais características destacadas no trabalho do Alinor estão: a proximidade do lance quando marca as faltas, o respeito à lei da vantagem muito bem usada deixando com isso o jogo fluir mais fácil, a maneira respeitosa como se dirige ao infrator sem qualquer menosprezo, mas exigindo o respeito mútuo e o fato de ser bem criterioso no uso dos cartões. E pelo que tenho ouvido dos colegas que estão com o estilingue nas mãos ele também tem uma parcela bem grande que segue a opinião dos atletas. Quanto às críticas feitas aos nossos árbitros, não fica bem se atribuir a determinado árbitro o cognome de “o rei dos empates”. Mas numa infeliz coincidência a maioria dos jogos que ele apita, a coluna do meio acontece. É um azar tremendo... Outro aspecto que eu gostaria de tocar é a necessidade urgente de se padronizar de maneira bem criteriosa o uso dos cartões (e isso não é só no nosso Estado), pois o carrinho por trás tem que ser punido com cartão vermelho e em muitas ocasiões nem o amarelo está sendo exibido. O puxão pela camisa tem que receber incontinenti o cartão amarelo. E a marcação do impedimento tem que ser bem observado, pois na dúvida entre mesma linha ou não, o que deve prevalecer é a jogada de ataque e não do zagueiro que foge ao confronto para simular o impedimento. E quantos erros absurdos temos acompanhado em nossas competições e muito mais no campeonato brasileiro. É tão simples o auxiliar acompanhar o último homem da defesa, mas quase sempre está atrasado ou adiantado alguns metros e aí vem a marcação errada, comprometendo o árbitro.

            Aproveitamos para parabenizar todo o quadro de árbitros do nosso Estado pelas notas excelentes obtidas na avaliação feita pela comissão da CBF com variações entre 9,0 e 9,6 conquistadas por Wagner, Edilson, Marcelo, Alinor e Maurício. Estendo ao Coronel Magalhães todas as felicitações pela maneira correta com que vem conduzindo o departamento e espero que os nossos clubes não mais recorram a árbitros de fora do Estado quando das decisões em nossas competições, pois temos que valorizar o que é nosso porque tem qualidade e merece.

gilsonlira@terra.com.br  

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