Coluna do Artilheiro

01/07/2008 02:44:04

Gilson Lira comenta na sua Coluna a violencia no Sub-18 e pede mais rigor aos árbitros.

SUB-18: FUTEBOL OU CAMPO DE GUERRA?

       Não sei se o que está ocorrendo aqui em Rondonópolis está se repetindo em outras praças esportivas. A Copa Governador do Estado na categoria Sub-18 que segue paralelamente à competição entre os profissionais, fazendo as preliminares está se transformando num verdadeiro campo de guerra. Veja bem que quem está dizendo isso viveu durante 20 anos dentro das quatro linhas enfrentando defesas pesadas que batiam muito, atletas dopados (com exceções é claro) de olhos esbugalhados e vermelhos, dando carrinhos criminosos, rabo de arraia, rasteira e outras coisas mais que são proibidas até na capoeira, judô, jiu-jítsu e outros esportes parecidos. Isso sem contar que naquela época ainda não havia o uso de cartões (amarelo ou vermelho) para coibir as jogadas violentas e os gladiadores batiam à revelia. Às vezes o árbitro chegava perto do zagueiro violento e dizia: “ Se você continuar batendo assim serei obrigado a expulsá-lo”. A essas alturas as nossas canelas já não tinham mais lugar para criar galos. Haja gelo!

       Bem, pois não é que em pleno século XXI com cartão amarelo e vermelho, exames antidopings, escolinhas por todos os cantos para ensinar aos futuros atletas os primeiros passos na bola, as “tentativas de homicídio” continuam em nossos campos? E o que é pior, com a complacência dos árbitros que deixam o pau comer solto. Na preliminar entre União e Vila Aurora o que menos se viu foi futebol. Carrinho frontal foi o que mais existiu de ambos os lados, cotovelada e entradas ríspidas com intenção clara de quebrar o adversário. E qualquer marcação de falta por parte de sua “insolência” (porque o árbitro ali era um insolente) corria todo mundo pra cima dele, pressionando, peitando e ameaçando. No final do jogo a polícia teve que correr para socorrer o juiz porque já estava levando empurrões de jogadores e comissão técnica dos perdedores.

       Seria muito bom que a comissão de arbitragem desse uma chamada nos seus árbitros no sentido de aplicarem as regras do jogo doa a quem doer, caso contrário vamos criar uma geração de caçadores de canelas e não de craques. E que se o jogador já tem um cartão amarelo e faz uma jogada violenta tem que receber o segundo e ser expulso, e não ficar protelando.

       E faço um apelo aos técnicos dessa divisão que é preciso mostrar a diferença entre jogar com raça e jogar com violência, pois os meninos estão confundindo as coisas e se não houver uma mudança de atitude por parte de quem comanda, logo vamos ter que lamentar atletas encerrando a carreira muito cedo por causa de uma perna quebrada. Espero que não me queiram mal por levantar esse assunto, mas eu cansei de levar porrada e não suporto ver o anti-jogo prosperar para inibir o verdadeiro futebol arte.

gilsonlira@terra.com.br  

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