Coluna do Artilheiro

30/06/2008 08:01:43

Gilson Lira destaca na coluna do artilheiro: Ataliba fez a diferença no clássico de nr. 50.

COLUNA DO ARTILHEIRO

NO UNIGRÃO DE NÚMERO 50 ATALIBA FEZ A DIFERENÇA

       O Zagueiro-artilheiro Ataliba do União fez a diferença no clássico Unigrão deste domingo. Além de se portar como um verdadeiro xerifão do sistema defensivo colorado ainda ia à frente com a competência mais própria de um matador. Marcou por duas vezes no jogo aéreo e ainda teve um gol mal anulado, pois saiu de trás em condições legítimas para finalizar. Em que pese o destaque especial para Ataliba que mereceu o Oscar da partida, o comportamento da equipe do União foi bem diferente de outros clássicos, pois já entrou pra matar com uma marcação forte em cima dos pontos mais positivos do Vila Aurora. Rafael acompanhou e parou o excelente Ronaldo Paulista que não conseguiu colocar as bolas para os seus atacantes Coelho e Leandro Sena. Vila Nova ficou muito pela direita e com pouca mobilidade o que facilitou a cobertura constante de Josias pelo setor e permitiu que Cacá apoiasse constantemente com muita liberdade nas costas de Danilo.Por outro lado Nei permanecia preso entre os zagueiros do Tigrão e abusava em prender a bola (quase entregando um gol num contra-ataque) o que facilitava a marcação colorada. Apesar do domínio do União, o primeiro tempo terminou em 0x0. No segundo os gols apareceram através da bola parada dos pés de Felipe Pinto e da presença de Ataliba perfeito no jogo aéreo. Sua cabeçada parece um chute tamanha a potência que consegue dar no movimento do pescoço e a impulsão com que sai do chão. Aos 6’ ele colocou o União na frente e aos 20’ consolidou a vitória por 2x0. Birigui ainda fez entrar Rodriguinho no lugar de Felipe que já estava cansado e Leandro Silva no lugar de Serginho dando mais velocidade no contra-ataque. Do lado azul não se pode cobrar nada do técnico Everton Goiano, pois colocou o que tinha de melhor em campo e se as coisas não vão bem, não tem no banco material humano em condições de mudar o panorama de uma partida. O que lamentamos é que um jogador importante como o Coelho ainda possa agir como um adolescente que joga os interesses de sua equipe por água abaixo numa expulsão impensada. No nosso tempo quando um atleta cometia um ato desses, a diretoria emitia uma multa de 10 a 20% no salário e aí o sujeito consertava. Acho que cartão amarelo para parar um jogada de contra-ataque que pode redundar em gol é válido, mas por reclamação a todo momento como fazem alguns atletas, é brincadeira. Eu nunca vi até hoje um árbitro mudar uma marcação por causa de reclamação de alguém. Vocês se lembram de algum pênalti marcado que o árbitro resolveu voltar atrás porque algum jogador reclamou? Pois eu em 20 anos dentro das quatro linhas nunca vi. Agora, quanto ao vermelho do Coelho foi pura agressão para demonstrar que tem raça. Resultado, deixou os seus colegas sozinhos numa luta inglória onde o time ainda corria atrás para reverter um resultado negativo.

       Com a vitória o União vence o primeiro turno da Copa Governador do Estado até com sobras, mas sem mostrar em algumas partidas (dos três empates) o mesmo futebol que praticou no Estadual. Entretanto, vencer um clássico de tanta rivalidade e histórico como esse (50º Unigrão) pode ser a motivação necessária para conquistar esse título. Para a sua exigente torcida, até aqui está tudo normal, vencer, disparar na liderança, manter uma invencibilidade longa, tudo isso o União já fez na sua história de 35 anos. O que o torcedor atual ainda não viu é na hora da decisão o Colorado levantar a Taça (mesmo que seja da Copa Governador) e dar uma volta olímpica com o seu hino de fundo musical. Quem sabe não vai ser dessa vez? É bom lembrar que o seu último título, ou seja, a conquista do Tri-campeonato invicto do Torneio Incentivo promovido pela CBF vai fazer aniversário ano que vem completando 30 anos. Até eu ainda jogava!

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